A Ressurreição do Nazismo

3 07 2008

É um título dramático e sensacionalista, porém, se não abrirmos os olhos isso realmente pode acontecer.

Antes de dar uma opinião sobre o que acontece em terras germânicas, deixo aqui, na íntegra, uma reportagem do site Deutsche Welle falando sobre xenofobia na Alemanha.

No próximo post vou dizer o que penso à respeito.

Alemanha | 22.06.2008

Xenofobia é mais difundida na Alemanha do que se pensa

Fase dois de uma pesquisa iniciada há dois anos revela a tendência de a xenofobia se tornar cada vez mais “mainstream”. Contrariando crença generalizada, a tendência parte do centro da sociedade alemã.

“Sempre que a obturação do bem-estar se esfacela, tradições antidemocráticas voltam a se manifestar no vazio resultante.” Assim o psicólogo Oliver Decker avaliou o resultado de uma pesquisa da Fundação Friedrich Ebert (ligada ao Partido Social-Democrata – SPD). Segundo esta, noções xenófobas são bem mais difundidas na Alemanha do que se acreditava.

O relatório apresentado em Berlim na última semana compõe a segunda parte de um estudo iniciado em 2006. Na primeira fase, 5 mil alemães acima dos 14 anos foram interrogados sobre suas opiniões a respeito do extremismo de direita. Concluiu-se que um entre cada quatro alemães defendia pontos de vista xenófobos.

Nesta segunda fase, os pesquisadores procuraram estabelecer as raízes dos preconceitos. Para tal, convidaram uma seleção de 150 dos participantes para discussões em grupo. “Queríamos examinar as opiniões dos entrevistados no contexto de suas vidas”, explica Decker.

Trivialidade alarmante

A conclusão foi surpreendente: a xenofobia está se tornando cada vez mais mainstream na Alemanha. Os participantes do debate expressaram rejeição em relação a estrangeiros “com uma trivialidade preocupante, inclusive pessoas que na primeira enquete não haviam chamado a atenção por atitudes de extrema direita”, comentou o psicólogo.

No pós-guerra, em ambas as metades da Alemanha, a ideologia radical de direita foi apenas recalcada no centro da sociedade, prossegue Decker. Com o milagre econômico, a prosperidade se estabeleceu de forma relativamente veloz na Alemanha Ocidental, não deixando espaço para a reflexão ou para a vergonha.

Os alemães do Leste esperavam um desenvolvimento semelhante, após a queda do Muro. E reagiram com desencanto político e democrático à frustração dessa expectativa

“Foi assustadora para nós a facilidade com que os entrevistados estavam dispostos a trocar a democracia mais modesta em favor de estruturas autoritárias, nas quais supostamente reinassem ordem, tranqüilidade e igualdade de chances”, comenta Oliver Decker.

Democracia em troca da ordem

Diversos jovens declararam desejar “algum tipo de líder”. Para os participantes de meia idade, a política é, de qualquer modo, mentira e engano. E os mais velhos evocam os modelos de sua juventude: no Leste, as represálias da RDA; no Oeste, o regime nazista.

Outra revelação chocante é que o problema se encontra no próprio centro da sociedade alemã, contradizendo a teoria de que os celeiros do extremismo de direita se encontrariam nas partes do país afetadas pelo desemprego e a decadência social.

Velhos clichês

Segundo 37% da população, os imigrantes viriam para a Alemanha “para explorar o Estado de bem-estar”; 39% consideram o país “perigosamente superpovoado de estrangeiros”. E 26% gostariam que houvesse “um único partido forte para representar a comunidade alemã”.

Os principais alvos de preconceito são os turcos e os russos, considerados parasitas e gananciosos. Entretanto, os pesquisadores também identificaram a emergência do que denominaram “racismo cultural”: preconceitos contra grupos marginais, tais como os desempregados e os socialmente desprivilegiados. Tal fato revelaria uma forte pressão para corresponder à norma social percebida, e a conseqüente condenação dos que fracassam neste processo.

Ficou ainda claro que a maioria dos participantes só apóia a democracia na medida em que garante a prosperidade pessoal. Caso contrário, passam imediatamente à intolerância. Uma atitude semelhante marcou também a década de 1950 na Alemanha, observaram os pesquisadores da Fundação Friedrich Ebert. Na época, o milagre econômico provou-se um obstáculo à reelaboração do passado nazista.





Fotos da nossa história

19 09 2007

Espreitando a morte

 

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Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer de foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod (uma pequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro.
A figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome, e a ponto de morrer, enquanto num segundo plano, a figura negra expectante de um abutre se encontra espreitando e esperando o momento preciso da morte da garota.
Quatro meses depois, abrumado pela culpa e conduzido por uma forte dependência às drogas, Kevin Carter suicidou-se.





Fotos da nossa história

18 09 2007

Protesto silencioso

 

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Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que se sacrificou até a morte numa rua movimentada de Saigon em 11 de junho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges. Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído.

 

Thich Quang Duc protestava contra a maneira que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Durante a cremação seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia.





Fotos da nossa história

17 09 2007

O homem do tanque de Tiananmen

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Também conhecido como o “Rebelde Desconhecido”, esta foi a alcunha que foi atribuída a um jovem anônimo que se tornou internacionalmente famoso ao ser gravado e fotografado em pé em frente a uma linha de vários tanques durante a revolta da Praça de Tiananmen. em 1989, na China.

A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo o mundo. O jovem estudante (certamente morto horas depois) interpôs-se a duas linhas de tanques que tentavam avançar. No ocidente as imagens do rebelde foram apresentadas como um símbolo do movimento democrático Chinês: um jovem arriscando a vida para opor-se a um esquadrão militar.

Na China a imagem foi usada pelo governo como símbolo do cuidado dos soldados do Exército Popular de Libertação para proteger o povo chinês: apesar das ordens de avançar, o condutor do tanque recusou a fazê-lo se isso implicava causar dano a algum cidadão (que piada).





Auschwitz (Oświęcim) – O campo da morte

11 09 2007

Na visita que fiz à Polônia no ano passado eu resolvi conhecer Auschwitz. Entretanto é um tipo de turismo muito desagradável. O ambiente é muito carregado e depois de pouco tempo lá você quer ir embora correndo.

O campo foi aberto em março de 1940. Sua localização ao sul da Polônia era estratégica, pois permitia assim um melhor escoamento de prisioneiros dos diferentes países afetados pelo nazismo. As pessoas viajavam cerca de 10, 12 dias de trem, em vagões para gado, selados.
Clique nas fotos para ampliá-las.

Aqui a entrada do campo com a seguinte frase em alemão: “Arbeit macht frei”- (O trabalho liberta):

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Logo após a chegada no campo os prisioneiros passavam por uma triagem. A equipe médica liderada por Jozef Mengele (aquele mesmo que mudou de identidade e se escondeu no Brasil), perguntava a cada um sobre sua condição de saúde. Aquele que falasse possuir qualquer moléstia, estaria ali assinando sua sentença de morte. Os que estivessem aptos ao trabalho e aqueles que interessavam aos médicos para as experiências médicas eram poupados.

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Aqui a entrada da câmara de gás, e na sala ao lado o crematório:

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Aqueles que foram escolhidos para morrer eram encaminhados para a câmara de gás, sob o pretexto de tomarem um banho após a exaustiva viagem.

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Aqui o crematório, para onde as pessoas eram levadas após a morte na câmara de gás:

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Eis a reprodução de como os prisioneiros eram conduzidos pelo campo: de uniforme e arqueados devido à má alimentação e ao trabalho forçado:

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Este espaço era utilizado para torturar e assassinar, de forma que os outros prisioneiros vissem e ficassem temerosos:

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Nessa foto o soldado alemão ameaça uma criança:

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Dias antes da chegada dos soviéticos, os alemães tiveram o cuidado de dinamitar as instalações de extermínio e de queimar quase todos os arquivos. Auschwitz era uma linha de produção da morte desenvolvida de forma a envolver o maior número possível de pessoas e com a máxima economia de recursos, como por exemplo aproveitando os cadáveres como matéria-prima para a produção industrial de sabão e o cabelo como enchimento para travesseiros.

O nazismo alemão exterminou mais de 6 milhões de judeus. O campo de Auschwitz foi responsável por 1,5 milhões dessas mortes.

 

 





Fotos da nossa história

11 09 2007

Execução em Saigon

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“O coronel assassinou o preso, mas e eu… assassinei o coronel com a minha câmara?” – Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em um fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro Vietcong.

Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia o prêmio Pulitzer, mas ficou tão emocionalmente tocado com ela, que se converteu em fotógrafo paisagístico.

 





Fotos da nossa história

6 09 2007

A menina do Vietnã

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Em oito de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali se encontrava Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de 9 anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registrou a famosa imagem.

Depois Nic a levou para um hospital onde ela permaneceu por quase 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele. Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, principalmente para as crianças.

Hoje em dia Pham Thi Phuc está casada, com dois filhos e reside no Canadá onde preside a Fundação Kim Phuc, dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.





Fotos da nossa história

4 09 2007

A agonia de Omayra

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Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado do Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985.

Omayra ficou três dias jogado sobre o lodo, água e restos de sua própria casa e presa aos corpos dos próprios pais. Quando os paramédicos tentaram ajudá-la, comprovaram que era impossível, já que para tirá-la precisavam amputar-lhes as pernas, e a falta de um especialista para tal cirurgia resultara na morte da menina. Omayra mostrou-se forte até o último momento da sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que rodeavam.

Durante os três dias, manteve-se pensando somente em voltar ao colégio, aos seus exames e à convivência com seus amigos. O fotógrafo Frank Fournier fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do governo colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. A fotografia foi publicada meses após o falecimento da garota. Muitos vêem nessa imagem de 1985 o começo do que hoje chamamos de globalização, pois sua agonia foi vivenciada em tempo real pelas câmeras de televisão de todo o mundo.





Fotos da nossa história

2 09 2007

Nesse final de semana eu recebi um e-mail muito bacana com fotos que marcaram época em todo o mundo. Elas são realmente relevantes e em sua maioria tristes. Creio que valha a pena postá-las e deixar à disposição para a galera.

Vamos à elas:

 

 

A imagem de Che

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A famosa foto de Che Guevara, conhecida formalmente como “Guerrilheiro Heróico”, onde aparece seu rosto com a boina negra olhando ao longe, foi tirada por Alberto Korda em cinco de março de 1960 quando Guevara tinha 31 anos num enterro de vítimas de uma explosão.Somente foi publicada sete anos depois.

O Instituto de Arte de Maryland – EUA denominou-a “A mais famosa fotografia e maior ícone gráfico do mundo do século XX”. É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas suas interpretações, (segue sendo um ícone para a juventude não filiada às tendências políticas principais).

 

 

Lembrando que o e-mail não tem qualquer citação de quem reuniu as fotos e os textos.